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O Abismo do ROI na Inteligência Artificial: Por que a maioria dos projetos falham?

Alexandre Guimarães
Abismo do ROI na IA
Imagem de capa: O Abismo do ROI na Inteligência Artificial: Por que a maioria dos projetos falham?
Descubra o que é o Abismo do ROI na IA. Estudo do MIT revela por que apenas 15% das empresas lucram com Inteligência Artificial e como os Agentes Inteligentes ajudam.

Se você acompanha meus conteúdos, sabe que já discutimos bastante sobre os "abismos" que as empresas enfrentam na Transformação Digital — aquele salto perigoso entre a teoria da inovação e a execução que realmente traz resultados. Hoje, quero falar sobre o maior deles na atualidade: o Abismo do ROI na IA.

O resumo de hoje traz um recado muito claro: o "hype" morreu e o ROI (Retorno sobre Investimento) virou lei.

Um estudo recente do MIT publicou um verdadeiro balde de água fria no mercado corporativo. Embora a adoção de Inteligência Artificial tenha saltado absurdamente no último ano, apenas 15% das organizações conseguem provar o impacto financeiro real da IA em seus balanços.

Isso significa que 85% das empresas estão queimando caixa com iniciativas que não movem o ponteiro do negócio. Mas por que a maioria falha de forma tão brutal?

O Grande Erro: Confundir "Acesso" com "Maturidade"

A resposta está em um erro clássico que vejo diariamente nas minhas consultorias. As empresas estão confundindo "acesso à ferramenta" com "maturidade no uso".

Comprar milhares de licenças de IA generativa (como o Copilot ou ChatGPT Enterprise) e liberar para os colaboradores não é Transformação Digital. Isso é apenas modernização de software. O abismo do ROI acontece quando a empresa espera que a ferramenta, por si só, mude o modelo de negócio.

A falha central não é tecnológica, é humana. Falta capacitação estruturada para que as pessoas deixem de ser apenas "perguntadores" e passem a gerenciar os chamados fluxos agênticos.

O Fim do Prompt e a Era dos Agentes Inteligentes

Nós já saímos da fase de usar IA apenas para "gerar texto ou resumir e-mail". Entramos na era da automação pesada e integrada. O foco hoje está na automação de usinas, gestão fiscal preditiva, supply chain hiperconectado e integrações omnichannel complexas.

Segundo o mercado, 75% dos executivos esperam que agentes de IA atuem de forma independente em processos críticos até o final deste ano.

O que isso significa na prática? Significa que os Agentes Inteligentes (sistemas de IA configurados para tomar decisões e executar tarefas sistêmicas) estão assumindo o volante operacional. O papel do seu time não é mais fazer o trabalho braçal, mas sim ser o arquiteto e auditor dessas máquinas. Se o seu time não for treinado para isso, o ROI nunca vai chegar.

O Case Brasileiro: Como a RD Saúde cruzou o Abismo do ROI

Para não ficarmos apenas nos dados do MIT, vamos olhar para o nosso quintal. Hoje, 49% das empresas brasileiras já colocaram a IA no coração da estratégia, não mais como um "puxadinho de TI".

Um exemplo brilhante de quem cruzou esse abismo é a RD Saúde (Raia Drogasil). Eles não adotaram IA apenas para ter um chatbot de atendimento mais inteligente. Eles integraram a IA no coração da sua estratégia Omnichannel.

Ao utilizar algoritmos de Inteligência Artificial para analisar o histórico de compras, comportamento e necessidades de saúde de mais de 40 milhões de clientes ativos, a RD Saúde passou a criar ofertas hiperpersonalizadas. A IA deles prevê o que o cliente precisa, no momento exato em que ele precisa, seja no app ou no balcão da farmácia física.

O resultado? Um aumento substancial na conversão de vendas e no ticket médio. Eles não compraram uma IA para "fazer textos", eles treinaram modelos e pessoas para vender mais e melhor. O impacto financeiro é claro, mensurável e auditável. O ROI aparece no balanço final do trimestre.

Tenho acompanhado alguns casos de clientes onde estamos trabalhando, casos como Orçamentos que foram enviados a clientes e não tiveram respostas e a IA começa a atuar junto a este Follow Up diretamente com o cliente e também apoiando o consultor. Não é só um CRM de acompanhamento, é Inteligência aplicado ao negócio para recuperar dinheiro que está parado na mesa. Outro case interessante é de um Varejista de Moda Feminina que possui 15 lojas, estamos atuando forte da Gestão de Estoque com IA, entender a vida útil de uma coleção, trazer sugestões de remanejamento de estoque parado entre lojas para vender melhor, apoiar o time de criação em modelos de coleção que realmente faça sentido.

Estes são alguns cases que mostram que não é só assinar uma ferramenta de IA e colocar na mão do colaborador, é realmente ter um projeto customizado com IA atuando no processo do meu negócio para fazer a diferença, resolver a dor.

De qual lado você vai ficar?

O abismo está desenhado bem na nossa frente. De um lado, temos líderes colecionando ferramentas brilhantes, pagando licenças caras em dólar e frustrados porque a margem de lucro continua a mesma.

Do outro lado, temos os 15% que entenderam que a verdadeira Transformação Digital acontece quando alinhamos a inteligência da máquina aos processos críticos de negócio, capacitando pessoas para orquestrar essa nova força de trabalho autônoma.

E aí, de qual lado do abismo a sua empresa vai ficar este ano? Eu posso te ajudar a trazer projetos que realmente garantam o ROI dentro do seu negócio, entre em contato e vamos agendar uma conversa.

Alexandre Guimarães

Especialista em Inteligência Artificial e Transformação Digital

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