
Sempre destaco nas minhas palestras e consultorias que a Inteligência Artificial já deixou de ser uma tendência futurista para se tornar a principal alavanca de negócios do presente. Hoje, quero dar um passo atrás e falar de um conceito básico, mas que está revolucionando a produtividade das equipes: os assistentes de IA personalizados. A dúvida que mais ouço das lideranças ultimamente é: "Guimas, para a minha operação, devo usar os Gems do Google ou os GPTs da OpenAI?"
Para responder a isso de forma direta, precisamos entender o que cada uma dessas ferramentas entrega. No fundo, ambas são versões customizadas dos grandes modelos de linguagem que já conhecemos (Gemini e ChatGPT), configuradas para realizar tarefas específicas com base nas regras e nos dados que você fornece.
Os GPTs, criados pela OpenAI, saíram na frente. Eles representam a maturidade atual do mercado de assistentes personalizados. A grande vantagem aqui é o ecossistema robusto. Você pode plugar um GPT a APIs externas, pedir para ele analisar planilhas complexas com o interpretador de código ou até gerar imagens em segundos. É uma ferramenta extremamente versátil, com uma loja global onde você pode testar soluções criadas por outras pessoas. Para times que buscam customizações mais técnicas e integrações de terceiros, os GPTs são uma potência.
Do outro lado do ringue, temos os Gems, a aposta do Google. Eles são alimentados pela inteligência do Gemini e têm um trunfo inegável: a integração nativa com o Google Workspace. Se a sua empresa já vive dentro do Google Docs, Drive, Gmail e Planilhas, os Gems oferecem uma fluidez impressionante. Você pode criar um Gem especialista no seu tom de marca e pedir para ele redigir e-mails ou resumir documentos direto do seu ecossistema de trabalho diário, sem precisar ficar trocando de abas ou exportando arquivos.
Mas qual é o mais indicado para usar dentro das empresas? A resposta está na infraestrutura que você já possui e no nível de segurança exigido pela sua governança de TI.
Se a sua empresa já utiliza ativamente o pacote corporativo do Google, adotar os Gems (através do plano Gemini Advanced ou Enterprise) é o caminho natural para acelerar a transformação digital com menos atrito na adoção pela equipe. Agora, se a sua operação exige integrações mais profundas com softwares variados, criação de fluxos de automação customizados e análise de dados muito pesada, as versões Enterprise do ChatGPT com seus GPTs ainda levam uma ligeira vantagem técnica.
O mais importante aqui é a segurança da informação. Jamais coloque dados sensíveis da sua empresa nas versões gratuitas dessas IAs. O uso corporativo exige a assinatura de planos empresariais (seja do Google ou da OpenAI), pois são eles que garantem que as informações da sua empresa não serão usadas para treinar os modelos públicos.
A inteligência artificial é um caminho sem volta para o varejo, para a indústria e para os serviços. Começar a criar assistentes personalizados para o seu time de vendas, marketing ou RH é o passo básico que vai ditar quem lidera e quem fica para trás no mercado. O importante é escolher a ferramenta que melhor se adapta à cultura e ao ecossistema tecnológico do seu negócio, treinar as pessoas e começar a testar hoje mesmo.
Alexandre Guimarães
Especialista em Inteligência Artificial e Transformação Digital
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