
Eu vou direto ao ponto: o SEO não acabou — ele mudou de lugar. Antes, meu objetivo era “ficar em primeiro”. Agora, o objetivo é ser a fonte da resposta.
Com as AI Overviews (e a evolução disso no AI Mode), o Google passa a responder mais na própria SERP e empurra o clique para um segundo momento. O jogo vira “presença + autoridade”, não só posição.
O que são AI Overviews (e por que isso muda seu tráfego)
As AI Overviews são resumos gerados por IA no topo dos resultados, com links de apoio. O Google deixa claro que não existe otimização especial para aparecer nelas: o que vale é fazer o básico muito bem feito (SEO fundamentais, conteúdo útil, rastreável e confiável).
Na prática, isso mexe com:
Menos cliques em algumas buscas (porque a resposta já “resolve” parte da intenção)
Mais competição por ser citado (virar link de apoio na resposta)
Mais volatilidade (AIO aparece, some, volta — e varia por tema)
Meu norte aqui: se eu não consigo garantir o clique, eu garanto a lembrança da marca e a autoridade sendo citado.
AI Mode: quando a busca vira conversa (e follow-up)
O AI Mode é a experiência mais “conversacional” do Google, com perguntas de follow-up e respostas mais profundas, mantendo links para a web. Se você já pensa em funil e jornada, isso é a SERP virando jornada dentro do próprio Google.
O playbook para aparecer nas respostas
1) Escolha pautas “respondíveis”
Eu priorizo temas que naturalmente viram resposta:
“o que é” + “como funciona”
“como fazer” (passo a passo)
comparativos (“X vs Y”)
checklists e frameworks
dúvidas recorrentes do time comercial/atendimento (isso aqui é ouro)
Regra prática: se dá para transformar o tema em 10 perguntas objetivas, ele tende a performar bem em engines de resposta.
2) Escreva em blocos “citáveis”
A IA caça trechos que resolvem subperguntas. Então eu escrevo com:
definições curtas (2–3 linhas)
listas com bullets (critérios, passos, erros comuns)
exemplos concretos (templates, trechos, “antes/depois”)
Estrutura que eu uso e recomendo:
Definição curta + por que importa
“Em 1 minuto” (bullets)
Passo a passo (How-to)
Exemplos
Erros comuns
FAQ
3) E-E-A-T não é papo: é requisito de sobrevivência
Se o Google quer reduzir erro e falta de contexto (especialmente em temas sensíveis), ele precisa se apoiar em fontes confiáveis — e também vai cortar coisas problemáticas quando pega mal. Isso reforça a importância de experiência, fontes e credenciais.
O que eu coloco no texto para subir E-E-A-T:
Fontes primárias (docs oficiais, relatórios)
datas e contexto (“em 2025…”, “no estudo X…”)
seção “o que eu vejo na prática”
mini bio do autor e página de autor consistente
4) Dados estruturados: faça o básico, sem fantasia
De novo: não existe “schema mágico” para AI Overviews, mas o Google recomenda manter os fundamentos em dia.
Meu kit mínimo:
Article/BlogPosting (autor, datas, imagem, breadcrumb quando aplicável)
Organization (marca, logo, redes)
FAQPage quando eu realmente tiver FAQ no final
5) Hubs e clusters: a estratégia que mais “compra futuro”
Se eu pudesse escolher só uma coisa para 2026, eu escolheria topical authority.
Como eu montaria esse tema no blog:
Hub: “AI Overviews e SEO na era das respostas”
Cluster 1: “Como medir impacto: o que olhar além do clique”
Cluster 2: “Como escrever blocos citáveis: templates prontos”
Cluster 3: “Como aparecer no ChatGPT: crawlers, rastreio e governança”
Isso aumenta a chance de o Google encontrar, entender e confiar no seu ecossistema de conteúdo — e alimenta a resposta com múltiplas páginas suas.
E como eu apareço no ChatGPT?
Aqui é técnico e direto: se você quer chance de descoberta via busca e links, precisa permitir o OAI-SearchBot no robots.txt (ou, no mínimo, não bloquear por acidente). A OpenAI documenta os crawlers e user agents para controle via robots.txt.
Dica operacional: monitore no analytics tráfego com utm_source=chatgpt.com quando existirem referências vindo dali (nem sempre vem, mas quando vem dá para rastrear).
Checklist rápido (para colar na sua rotina de conteúdo)
Tema respondível + perguntas mapeadas
Definição curta + seção “em 1 minuto”
Blocos citáveis (listas, passos, critérios)
Exemplos reais e fontes
FAQ no final
Article + FAQPage (quando houver FAQ)
Links internos: hub ↔ clusters
Robots.txt revisado (incluindo OAI-SearchBot, se fizer sentido)
FAQ (para ranquear e para “virar resposta”)
AI Overviews acabam com o SEO? Não. Elas mudam o objetivo: além de ranquear, eu preciso ser citado e construir autoridade.
Existe otimização específica para AI Overviews? O Google diz que não. O caminho é fazer o básico muito bem feito: conteúdo útil, rastreável, confiável e com boa experiência.
AI Mode é a mesma coisa que AI Overviews? Não exatamente. O AI Mode é uma experiência mais completa e conversacional, com follow-ups e respostas mais profundas.
Schema garante aparecer na resposta? Não garante, mas ajuda na compreensão e consistência — desde que reflita o conteúdo visível.
Alexandre Guimarães
Especialista em Inteligência Artificial e Transformação Digital
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